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Neomercantilismo


Ascensão do mercantilismo487.png


Como o feudalismo tornou-se incapaz de regular os novos métodos de produção e distribuição, o mercantilismo emergiu como um sistema para gerir o crescimento econômico mediante o comércio internacional. Era uma forma de capitalismo comercial baseada sobre o protecionismo. Foi desenvolvido no século XVI pelos Estados nacionais europeus para enriquecer seus próprios países, encorajando as exportações e limitando as importações. Em termos modernos, a intenção era obter uma balança comercial "favorável".



Exemplo


A Companhia Britânica das Índias Orientais é um dos melhores exemplos da colaboração entre Estado e mercadores na exploração de oportunidades de mercado. Os benefícios resultantes foram:




  • consolidou o estado nacional;



  • surgiu uma classe comercial que, em troca do pagamento de tributos, receberam a proteção do Estado na forma de monopólios e tarifas;



  • as colônias uma vez estabelecidas, manejando o transporte de bens privados e o volume do comércio, enriqueceram os estados imperialistas e forneceram ao mesmo tempo significativa oportunidade de empregos para a população em geral e de ascensão social para os indivíduos mais empreendedores.




Primeiras críticas


Em A Riqueza das Nações, Adam Smith criticou a corrupção política implícita no mercantilismo, que restringia os benefícios do comércio para as classes ricas, e afirmava que o livre-comércio beneficiaria todas as partes interessadas. Porém, porque a Grã-Bretanha adotou seu chamado para uma política de livre-comércio, ela foi ultrapassada pelos Estados Unidos e pela Alemanha por volta de 1880, tendo conquistado a sua posição dominante sob o mercantilismo de Cromwell e Elizabete I. O sucesso dos Estados Unidos e da Alemanha conduziu à reintrodução de políticas protecionistas no resto da Europa.


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